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PF manda Flávio Bolsonaro entregar o passaporte e proíbe saída do país

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, na tarde desta segunda-feira (26), que foi intimado por agentes da Polícia Federal a entregar seus passaportes e informado de que está proibido de deixar o país. Segundo ele, a abordagem ocorreu quando saía da casa de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, no Jardim Botânico, em Brasília. Ele divulgou o relato em vídeo nas redes sociais.

Por Luan Amancio
PF manda Flávio Bolsonaro entregar o passaporte e proíbe saída do país
Foto: Agência Senado / Attribution

O que diz Flávio

Flávio disse que a ordem partiu do ministro do STF Alexandre de Moraes e que ela se baseia em uma declaração de Eduardo Bolsonaro, dada na sexta-feira (23) ao programa "Louder with Crowder", apresentado por Steven Crowder. Na ocasião, Eduardo afirmou: "Eu assumo que, se meu irmão não vencer, sou a favor de que ele deixe o país. Sim, com certeza".

O senador nega ter dito algo parecido. "Eu nunca falei isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça?", questionou. Ele também chamou a PF de "Polícia Federal do Lula" e declarou que vai cumprir a determinação: "Vou entregar meus passaportes".

A investigação

De acordo com a Gazeta do Povo, a decisão faz parte de uma investigação por suposta lavagem de dinheiro, que tramita em sigilo, relatada por Moraes e na qual o advogado Willer Tomaz também é alvo. Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde março de 2025.

O relato se baseia na versão de Flávio. A assessoria do STF informou à Gazeta do Povo que ainda não tinha informações sobre a decisão, e a apuração segue em andamento. O texto da decisão não foi divulgado até a publicação das matérias.

O que vem agora

O que falta esclarecer é o teor exato da ordem, o prazo para a entrega dos documentos e a fundamentação de Moraes, já que o processo corre sob sigilo. Até lá, o que se sabe vem do próprio Flávio.

Minha leitura

Restringir a liberdade de ir e vir de um candidato à Presidência com base na fala de um parente, que ele diz não compartilhar, exige fundamentação pública e clara. Num processo sigiloso, a dúvida só cresce e quem paga a conta é a confiança no sistema.

Isso é motivo para tirar o passaporte de alguém?

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Fontes: Metrópoles e Gazeta do Povo — ver reportagem original

LA
Luan Amancio

Advogado, jornalista independente e comentarista político. Saiba mais · YouTube

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