Aliados de Flávio procuram Gilmar Mendes e desenham relação com o STF
Aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já começaram a se movimentar nos bastidores para desenhar a relação de um eventual governo do senador com o Supremo Tribunal Federal. A informação é da jornalista Andréia Sadi, em seu blog no g1, publicado neste domingo (11). Segundo o texto, o ministro Gilmar Mendes está entre os procurados, e o caso Master pode entrar na mesa de conversas.

Uma aproximação que não é de agora
A movimentação tem antecedentes. Em 2 de setembro, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, se reuniu com Gilmar Mendes. Segundo a CNN, o encontro durou cerca de 15 minutos. De acordo com o relato publicado pelo jornal A Tarde, a mensagem de Marinho foi que as críticas ao ministro Alexandre de Moraes não representam um ataque ao STF como instituição.
Ainda conforme esse relato, Marinho disse que um governo Flávio buscaria "relação institucional com o STF" e "harmonia entre os Poderes". Aliados também aconselham o candidato a manter diálogo com integrantes da Corte, para evitar conflitos como os vistos no governo de Jair Bolsonaro.
O que se disse sobre Moraes
Em 7 de outubro, o Midiamax, citando a coluna de Bela Megale, do jornal O Globo, informou que Flávio teria criticado decisões de Moraes em conversa com Gilmar cerca de um mês antes, e que teria demonstrado confiança na vitória. O ponto central da queixa seria a decisão que impede o senador de visitar o pai, Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar. A restrição, segundo a publicação, vale de 13 de julho a 11 de outubro. O relato é apresentado no condicional e não foi confirmado oficialmente.
A mesma publicação diz que Marinho teria sinalizado a Gilmar que Flávio não teria "espírito de revanchismo" contra o Supremo e que não há plano de mudar a estrutura da Corte, como ampliar o número de ministros.
O que vem agora
A campanha de Flávio defende anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e diz que, se o Congresso não aprovar, pode conceder indulto presidencial a Jair Bolsonaro. É nesse ambiente que a relação com o STF se torna tema central: o próximo presidente poderá influenciar a composição da Corte, e Lula já indicou Cristiano Zanin e Flávio Dino ao tribunal.
Até aqui, nem a campanha nem os ministros detalharam publicamente o conteúdo dessas conversas.
Conversar com o Supremo não é rendição, é o que se espera de quem pretende governar. O eleitor da direita, porém, espera que o diálogo não signifique silêncio diante de decisões monocráticas e de inquéritos sem prazo.
Flávio deve dialogar com o STF ou manter o confronto?
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Fontes: g1 (Andréia Sadi), com CNN — ver reportagem original
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