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Flávio ironiza: “daqui a pouco até o Lula vai declarar apoio”

O senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, ironizou o presidente Lula (PT) nesta quinta-feira (8), durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais. Ao comentar a sequência de apoios que recebeu depois do primeiro turno, Flávio brincou que até o adversário poderia aderir à sua candidatura: "Daqui a pouco até o Lula vai declarar apoio em mim".

Por Luan Amancio
Flávio ironiza: “daqui a pouco até o Lula vai declarar apoio”
Foto: Reprodução / cdn.britannica.com

Na sequência, ele imaginou uma eventual manifestação do petista a favor de sua campanha: "Lula daqui a pouco vai estar fazendo propaganda: 'Para salvar o país, vote em Flávio Bolsonaro'". O senador também disse que Lula seria "muito bem-vindo" caso desistisse da disputa.

A crítica a Lula

Na mesma live, Flávio fez uma avaliação dura do atual presidente. "Você olha hoje para o Lula e vê uma pessoa cansada, sem paciência, agindo com ódio, vingança e revanchismo", afirmou.

Segundo o senador, o petista sabe que não tem condição de arrumar o país, e por isso a ironia sobre um possível apoio do próprio adversário.

Os novos apoios

A articulação para o segundo turno reúne cinco partidos que não faziam parte da candidatura original de Flávio: União Brasil, PP, Republicanos, Novo e Podemos. Entre os ex-presidenciáveis que anunciaram apoio estão o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo).

Nesta quinta-feira, o escritor Augusto Cury (Avante), terceiro colocado no primeiro turno, também decidiu apoiar Flávio. As adesões ampliam a base política do candidato para a etapa final da disputa contra Lula, marcada para 25 de outubro.

Apesar da comemoração, Flávio afirmou que as adesões não lhe dão liberdade irrestrita para governar caso vença. "Todo mundo que está dando apoio a mim não é carta em branco para Flávio Bolsonaro, não. Eu vou escrever esse livro, essas novas páginas do Brasil junto com cada um de vocês", declarou. Ele negou que a celebração fosse motivada por "soberba".

Moraes e Eduardo Bolsonaro

No início da transmissão, Flávio comentou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o início do cumprimento da pena do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, condenado a 4 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. Moraes também mandou cancelar os passaportes de Eduardo e oficiou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para suspender os direitos políticos dele enquanto durarem os efeitos da condenação.

Segundo Flávio, o irmão "não tem nada a ver" com a acusação. "Ele sabe que não vai dar em nada, faz isso para tentar tumultuar", disse o senador sobre o ministro. Flávio afirmou ainda que Moraes "jogou a credibilidade do Supremo na lata do lixo". Em nota, Eduardo Bolsonaro classificou a decisão como arbitrária.

Minha leitura

A ironia de Flávio tem fundo de verdade: em poucos dias, partidos e ex-adversários do primeiro turno fecharam com ele, e Lula chega ao segundo turno cada vez mais isolado. Ao dizer que os apoios não são carta branca, Flávio também mostra que quer somar sem ficar refém de ninguém.

Quem ainda falta declarar apoio ao Flávio?

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Fontes: Claudio Dantas e Jovem Pan — ver reportagem original

LA
Luan Amancio

Advogado, jornalista independente e comentarista político. Saiba mais · YouTube

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