Lula nega bomba fiscal e volta a criticar a autonomia do BC
O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, negou nesta segunda-feira (19) que as medidas recentes do governo representem uma "bomba fiscal" e voltou a criticar a autonomia do Banco Central, segundo o Poder360 e a Reuters.

O que Lula disse
Lula citou o reajuste do Bolsa Família e o perdão de dívidas de microempreendedores individuais (MEI) ao rebater a ideia de que as medidas pesariam nas contas públicas. Segundo a Reuters, ele afirmou: "Eu não sei de onde você tirou essa ideia de que é uma bomba que vai estourar...Não é bomba".
Ele também disse: "Tudo o que está sendo aprovado está nas possibilidades fiscais e no orçamento". E acrescentou: "Eu não preciso aprender responsabilidade com a Faria Lima".
A crítica do mercado e o remanejamento
Especialistas do mercado financeiro classificam as medidas como eleitoreiras e avaliam que elas devem pesar negativamente nas contas públicas, informou a Reuters.
O Ministério do Planejamento e Orçamento informou que deve remanejar cerca de R$ 20 bilhões das contas federais de 2027 para acomodar as medidas. O valor equivale a pouco mais de 1% das despesas sujeitas ao limite de gastos.
Próximos passos
Os ajustes serão propostos ao Congresso Nacional, mantendo o limite total de despesas e a meta de resultado primário. O ministério não detalhou quais ações geram o impacto.
Na mesma ocasião, de acordo com o Poder360, Lula criticou a autonomia do Banco Central.
O governo diz que não há bomba, mas admite que precisa remanejar R$ 20 bilhões de 2027 para pagar as medidas. A conta pode caber no limite de gastos, mas não some: só muda de ano. Cabe ao eleitor perguntar quem vai pagar por ela.
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Fontes: Poder360 e Reuters — ver reportagem original
Advogado, jornalista independente e comentarista político. Saiba mais · YouTube


