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Meta diz ao TSE que trata Lula e Flávio de forma igual

A Meta apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) documentos para sustentar que as campanhas de Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência recebem tratamento igual na plataforma. A manifestação atende a uma ordem do ministro Marco Aurélio Bellizze, que deu 24 horas para a empresa comprovar o cumprimento da decisão sobre isonomia entre as candidaturas.

Por Luan Amancio
Meta diz ao TSE que trata Lula e Flávio de forma igual
Foto: Reprodução / static.poder360.com.br

O que a Meta disse ao TSE

Segundo a empresa, o documento "atesta que os conteúdos relativos às duas candidaturas são tratados de forma igual e não discriminatória". A Meta também descreve o mecanismo que, de acordo com ela, garante essa isonomia.

A empresa informou ainda que desativou dois perfis ligados à continuidade de uma conta removida por violar as regras da plataforma. Também disse ter reforçado os filtros para impedir a criação de imagens dos dois candidatos no Meta AI, sua ferramenta de inteligência artificial.

A Meta pediu que o TSE reconheça o cumprimento das determinações já atendidas e conceda prazo adicional para entregar as informações que ainda estão pendentes.

A origem da disputa

A coligação de Lula acusa a Meta de restringir o alcance de publicações da campanha e de aliados, e de manter em atividade contas suspeitas. A ordem de Bellizze atendeu em parte a esse pedido.

A campanha petista também afirma ter feito testes em que o Meta AI se recusou a criar imagens de Lula, mas produziu peças favoráveis a Flávio. Esses testes são alegações da campanha e não foram verificados pela reportagem do Metrópoles.

Outro dado citado na cobertura é um relatório do Instituto Democracia em Xeque, que analisou 1.204 publicações e concluiu que apenas 155 (12,9%) tinham identificação de conteúdo produzido por inteligência artificial.

O que acontece agora

O TSE ainda precisa avaliar se aceita a explicação da Meta e se concede o prazo adicional pedido pela empresa. A coligação de Lula, por outro lado, tem acionado outras frentes contra a plataforma, segundo a cobertura do caso.

O que está em jogo é a regra que vale até o fim da campanha: critérios iguais para as duas candidaturas na distribuição de conteúdo e no uso da inteligência artificial.

Minha leitura

Acusação sem prova não vira fato só porque saiu em nota de campanha. Se há documento mostrando tratamento igual, é ele que deve pesar na decisão do TSE, e a oposição tem o direito de cobrar que a mesma régua valha para os dois lados.

O TSE deve aceitar a explicação da Meta?

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Fontes: Metrópoles, com Poder360 e G1 — ver reportagem original

LA
Luan Amancio

Advogado, jornalista independente e comentarista político. Saiba mais · YouTube

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