Moraes libera Flávio a voltar a visitar Bolsonaro após 90 dias
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (12) o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a retomar as visitas ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. As visitas estavam suspensas por 90 dias.

A decisão veio depois de a defesa de Bolsonaro comunicar ao STF que as visitas do senador seriam retomadas. O prazo da suspensão terminou no domingo (11).
O que diz a decisão
Segundo O Antagonista, que cita o despacho, Moraes registrou que "em 11/10/2026, o período sancionatório de suspensão de visitas [...] se encerrou". O ministro afirmou não haver fato novo que justificasse prorrogar a suspensão, ponto que a Procuradoria-Geral da República (PGR) também havia feito em seu parecer.
As visitas voltam nos mesmos horários, com as mesmas condições e medidas de segurança de antes. A agenda será combinada diretamente com o Núcleo de Custódia da Polícia Militar, no mesmo formato anterior, de acordo com a Revista Oeste.
A autorização traz limites. As visitas não podem ter finalidade político-eleitoral, e fica proibida a divulgação de manifestos ou declarações de Bolsonaro, inclusive por terceiros e por qualquer meio. A restrição foi mantida da decisão de 17 de julho de 2026.
Por que as visitas foram suspensas
A suspensão foi imposta em julho. De acordo com O Antagonista, Moraes entendeu que Flávio descumpriu a medida cautelar que proíbe o uso de redes sociais por intermédio de terceiros. Para a Revista Oeste, o ministro considerou que o senador foi usado como intermediário para divulgar uma manifestação político-eleitoral escrita pelo ex-presidente.
O pedido da defesa
O pedido foi apresentado em 5 de outubro. Os advogados argumentaram que "não mais se mostra necessária a manutenção de regime excepcionalmente restritivo de visitas". Pediram ainda que as autoridades responsáveis pela execução da prisão domiciliar definam as condições de entrada, fiscalização e segurança.
Jair Bolsonaro segue sujeito às demais restrições impostas pelo STF.
O prazo acabou e não havia fato novo, então a liberação era o mínimo. Mas o episódio mostra o tamanho do poder de uma decisão individual: um pai preso depende de despacho para receber o filho, que é candidato na reta final da campanha.
Visita de filho deveria depender de ordem do STF?
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Fontes: Revista Oeste, O Antagonista — ver reportagem original
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