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Musk despeja US$ 276 milhões em candidatos de Trump nas eleições dos EUA

O empresário Elon Musk doou mais de US$ 276 milhões (cerca de R$ 1,38 bilhão) a grupos republicanos e ao seu próprio comitê de ação política desde julho. Os recursos apoiam candidatos do partido de Donald Trump nas eleições legislativas de 3 de novembro, que definem as cadeiras da Câmara dos Representantes e do Senado dos Estados Unidos. Os valores foram divulgados pelo jornal norte-americano The New York Times.

Por Luan Amancio
Musk despeja US$ 276 milhões em candidatos de Trump nas eleições dos EUA
Foto: Tesla Owners Club Belgium / CC BY 2.0

Para onde foi o dinheiro

O maior repasse, de US$ 158 milhões (cerca de R$ 788 milhões), foi para o Senate Leadership Fund, principal supercomitê que apoia candidatos republicanos ao Senado. O dinheiro chegou durante o verão no hemisfério norte.

Outros US$ 10 milhões (cerca de R$ 49,9 milhões) foram para o Lone Star Liberty PAC, que apoia Ken Paxton, candidato republicano ao Senado pelo Texas.

O America PAC, criado por Musk em 2024, recebeu mais de US$ 76 milhões (cerca de R$ 379 milhões). O comitê mobiliza eleitores republicanos, sobretudo os que têm menor probabilidade de votar, e atua em sete disputas para o Senado e em quase 30 corridas para a Câmara.

O maior doador do ciclo

Com essas contribuições, Musk destinou cerca de US$ 366 milhões (R$ 1,83 bilhão) a comitês federais neste ciclo, o que o torna o maior doador individual conhecido das eleições legislativas de 2026. Em 2024, quando apoiou a eleição de Trump, ele havia desembolsado US$ 290 milhões. O valor atual é cerca de 26% maior.

Os números se baseiam em informações fornecidas por representantes de Musk ao jornal. Podem não incluir todas as doações, já que parte dos recursos pode ter ido a organizações que não divulgam seus financiadores.

Do atrito com Trump ao cheque

Em maio de 2025, depois de um desentendimento público com Trump, Musk sinalizou que reduziria seus gastos com política. Ele havia integrado o governo federal e liderado o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), que buscava reduzir despesas públicas. Depois, criticou o principal projeto legislativo doméstico do presidente e chegou a cogitar a criação de um terceiro partido. As doações atuais mostram que ele continua financiando campanhas republicanas.

Minha leitura

A briga pública com Trump não afastou Musk do projeto de poder da direita americana, e o cheque fala mais alto que o atrito. Para quem acompanha a eleição de 2026 no Brasil, é um lembrete de que campanha competitiva custa caro e de que o dinheiro se concentra em quem organiza o eleitor.

Dinheiro decide eleição ou só ajuda a organizar o voto?

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Fontes: Metrópoles, com dados do New York Times — ver reportagem original

LA
Luan Amancio

Advogado, jornalista independente e comentarista político. Saiba mais · YouTube

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