Paes admite derrota no Rio e diz: "A eleição termina"
Eduardo Paes (PSD) reconheceu na noite desta quinta-feira (8) a derrota para Douglas Ruas (PL) na disputa pelo governo do Rio de Janeiro. Em nota publicada nas redes sociais, o ex-prefeito resumiu a situação em uma frase: "A eleição termina".

O reconhecimento veio depois que o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o recurso de Paes, que pedia a realização de segundo turno no estado. Com isso, fica de pé a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anulou os votos de Anthony Garotinho (Republicanos) e deu a Ruas mais da metade dos votos válidos já no primeiro turno.
O que disse Paes
Na nota, Paes não poupou críticas ao desfecho. "Infelizmente, a Justiça decidiu que não haverá segundo turno", escreveu, acrescentando que a decisão foi tomada "contrariando a vontade soberana dos eleitores". Na mesma publicação, porém, afirmou que não vai insistir: "E decisão judicial a gente respeita."
O candidato do PSD agradeceu aos mais de 3,7 milhões de eleitores que votaram nele e disse que seu compromisso com o povo fluminense continua.
Por que o STF disse não
Zanin não entrou no mérito da disputa. Para o ministro, o Supremo não podia analisar o caso naquele momento, porque as possibilidades de contestação dentro da própria Justiça Eleitoral ainda não tinham se esgotado.
A briga começou com a candidatura de Garotinho, barrada por condenação por improbidade administrativa. O TSE anulou os votos dados a ele no primeiro turno. Na contagem original, Douglas Ruas tinha 49,27% dos votos válidos, Eduardo Paes 42,76% e Garotinho 3,17%, o que levaria a disputa a uma segunda rodada. Sem os votos de Garotinho na conta, Ruas ultrapassa os 50% dos válidos e vence no primeiro turno.
Terceira derrota na disputa pelo governo
Para Paes, o resultado repete um roteiro conhecido. Esta é a terceira vez que ele perde a eleição para o governo do Rio: a primeira foi em 2006, pelo PSDB, e a segunda em 2018, pelo DEM.
Com a desistência de Paes, Douglas Ruas, do PL, fica com o caminho livre para governar o Rio sem precisar de segundo turno.
Paes bateu na porta do TSE e do STF tentando arrancar no tribunal um segundo turno que a conta não dava, e saiu de mãos vazias. Fez bem em reconhecer a derrota, mas a reclamação de que a Justiça contrariou o eleitor não se sustenta: quem tem candidatura barrada por improbidade não soma votos, e a regra vale para todos. O Rio vira a página com a direita no governo.
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Fontes: Revista Oeste e Metrópoles — ver reportagem original
Advogado, jornalista independente e comentarista político. Saiba mais · YouTube


