PF encontra menções a 6 ministros do STF em celulares do caso Master
A Polícia Federal identificou referências a pelo menos seis ministros do Supremo Tribunal Federal, além de integrantes do Superior Tribunal de Justiça, em materiais extraídos dos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e de Fabiano Zettel. A informação foi divulgada pelo perfil @danuzioneto e tratada em coluna do SBT News publicada em 9 de outubro.

A reunião com Fachin
Segundo a coluna, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, deve se reunir com o presidente do STF, Edson Fachin, no dia 13, após ao menos um cancelamento da audiência. A intenção é entregar relatórios com todas as menções a integrantes da Corte encontradas no celular de Vorcaro.
Fachin pediu à PF um "relatório, expediente ou conjunto de informações" e destacou "sem exceção de pessoa, os fatos correlatos". Em ofício, afirmou que "serão dados os encaminhamentos devidos". Fontes da PF resumiram o dilema assim: "a Polícia Federal não pode investigar ministro do STF, mas também não pode prevaricar". Qualquer apuração envolvendo integrantes do Supremo depende de autorização da própria Corte.
Quem aparece
De acordo com a coluna, ao menos seis dos dez ministros foram citados, direta ou indiretamente, assim como parentes. Entre os nomes mencionados estão Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e Gilmar Mendes, cada um por motivos distintos. No caso de Moraes, a coluna cita ao menos 52 mensagens trocadas com Vorcaro, segundo a PF, e o contrato de R$ 130 milhões do Master com o escritório da mulher do ministro. Toffoli deixou a relatoria do caso após suspeitas envolvendo o resort Tayayá.
A coluna também registra que o procurador-geral Paulo Gonet e ministros de outros tribunais superiores foram citados.
O que ainda não se sabe
As informações vêm de apuração jornalística e de fontes não identificadas, não de documentos oficiais. A própria coluna ressalta que os citados negam desvios de conduta, próprios ou de parentes, e que citação em mensagens não equivale a investigação formal. Ainda não se sabe se as menções resultarão em novas apurações.
Fachin tem dito que "é preciso separar o joio do trigo". Ele também precisa decidir se retoma o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF, medida que teve maioria inicial na Segunda Turma por ordem de Mendonça e gerou disputa de liminares.
Quando tantos nomes da cúpula do Judiciário aparecem num mesmo caso, o país merece saber o que há de relevante e o que é apenas citação. Cabe a Fachin dar transparência ao que a PF entregar, sem filtro por pessoa, como ele mesmo prometeu.
Fachin deve tornar essas menções públicas?
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Fontes: @danuzioneto, com SBT News — ver reportagem original
Advogado, jornalista independente e comentarista político. Saiba mais · YouTube


