PF pede mais 90 dias para o inquérito do Dark Horse
A Polícia Federal pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a prorrogação por mais 90 dias do inquérito que apura o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O pedido foi divulgado nesta sexta-feira (16). Até a publicação das reportagens, não havia informação sobre decisão do ministro.

O que está sob investigação
O inquérito foi aberto em julho de 2026, a pedido da PF e com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. Ele apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros possíveis crimes ligados aos recursos usados na produção do longa. Segundo o g1, o senador Flávio Bolsonaro (PL) é formalmente investigado.
O caso ganhou repercussão em maio de 2026, quando vieram a público diálogos entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Flávio confirmou ter procurado Vorcaro para viabilizar a produção, mas afirmou que o processo seguiu as regras de financiamento privado e negou irregularidades.
Os números do filme
O orçamento do filme é de cerca de US$ 13 milhões. Segundo Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go Up Entertainment, Vorcaro teria respondido por mais de 90% da verba. Flávio admitiu a destinação de pouco mais de US$ 12 milhões de empresas ligadas ao ex-banqueiro, por meio de remessas ao exterior.
Uma investigação paralela
Há ainda uma apuração separada, sob relatoria do ministro Flávio Dino, sobre o suposto desvio de emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora do filme. Em 13 de setembro, Dino retirou o sigilo de cerca de 5 mil páginas da investigação, argumentando que a publicidade poderia evitar "vazamentos seletivos".
O que acontece agora
Cabe a Mendonça, relator do inquérito, decidir se concede o prazo adicional pedido pela PF. As reportagens consultadas não detalham os motivos apresentados no pedido.
Investigação séria tem prazo, método e tem de ser conduzida com transparência, ainda mais a poucas semanas da eleição. Se a PF precisa de mais 90 dias, o público merece saber o que já foi apurado de concreto, e não ver o caso alimentado por vazamentos seletivos.
Inquérito em ano eleitoral precisa de prazo e de transparência. Concorda?
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Fontes: g1, O Antagonista e Bahia Notícias — ver reportagem original
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