Trump anuncia acordo com Putin para diesel russo nos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (9) um acordo com o presidente russo, Vladimir Putin, para o fornecimento imediato de mais de 300 mil toneladas de diesel ao mercado americano e internacional. O anúncio foi feito em publicação na Truth Social.

O que Trump anunciou
Segundo Trump, a Rússia enviará mais 500 mil toneladas em novembro e outro 1 milhão de toneladas logo depois. Ele disse ainda que Moscou entregará, em curto período, mais 3 milhões de toneladas, dependendo das condições de suas refinarias.
Trump classificou a conversa com Putin como "altamente bem-sucedida" e disse que preços mais baixos para os americanos, especialmente agricultores, pecuaristas e caminhoneiros, são "sua maior prioridade". Ele previu queda rápida e expressiva do preço do diesel nos EUA e no mundo. Também associou o anúncio ao Estreito de Ormuz, onde afirmou que os EUA exercem "controle total", e reiterou que o Irã "não terá uma arma nuclear".
Os termos do acordo e os mecanismos para viabilizar as remessas não foram detalhados, e não houve manifestação do governo russo nas matérias consultadas. As informações se baseiam no anúncio de Trump. A Metrópoles informa que a licença dos EUA autoriza operações com diesel russo.
A reação de Zelensky
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou a decisão como "fraca". "Isso claramente não demonstra boa-fé como parceiro", afirmou. Para ele, a medida gera receita adicional para a Rússia financiar a guerra, iniciada em fevereiro de 2022: "Isso só alimenta Putin e lhe dá poder para continuar lutando ainda mais."
Zelensky destacou que o anúncio ocorreu enquanto a delegação ucraniana estava em Miami, na Flórida, discutindo o fim do conflito. Os enviados de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, participaram das conversas, acompanhadas por diplomatas de alto escalão de Alemanha, França, Reino Unido, União Europeia e Otan. Uma das possibilidades mencionadas por Zelensky é um cessar-fogo energético, que interromperia ataques contra infraestruturas de energia.
O que muda agora
O que se sabe até aqui é o anúncio e a crítica ucraniana. Faltam os detalhes: como as remessas chegarão, em que prazo e sob quais regras, além da posição oficial de Moscou.
Trump coloca o bolso do consumidor americano no centro da decisão, e isso é coerente com o que prometeu. Mas negociar o fim da guerra enquanto abre um canal de receita para a Rússia dá argumento aos críticos. O custo diplomático só será medido quando os termos aparecerem.
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Fontes: Jovem Pan, com Metrópoles — ver reportagem original
Advogado, jornalista independente e comentarista político. Saiba mais · YouTube


