Vídeo de Nikolas sobre o Nordeste faz 50 milhões em 3 horas e tem áudio derrubado
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou nesta terça-feira (20) o vídeo "O Nordeste que foi esquecido", em que sete moradores da região, filmados diante de uma casa de tijolos na Bahia, falam de dificuldades e de promessas não cumpridas do governo Lula (PT). Segundo o Diário do Poder, o material alcançou dezenas de milhões de pessoas em poucas horas e, em seguida, teve o áudio derrubado no Instagram e a reprodução bloqueada.

A velocidade do alcance
De acordo com a publicação, com apenas 9 minutos e meio no ar o vídeo já somava 599 mil curtidas, e em 25 minutos chegou a quase 1,5 milhão. Relatos nas redes indicam cerca de 2 milhões de curtidas e 12 milhões de visualizações em 30 minutos, e algo entre 30 e 40 milhões de visualizações em uma hora. Em cerca de 3 horas, o vídeo teria passado de 5 milhões de curtidas e 50 milhões de visualizações só no Instagram. Esses números vêm de relatos e da própria matéria, e não foram confirmados pela plataforma.
O que dizem os moradores
Entre os depoimentos estão frases como "Passei a vida inteira ouvindo Lula dizer que a nossa vida ia mudar", "Sou aposentada, faço tratamento de câncer. E um salário mínimo não dá pra nada" e "Hoje o povo está botando abóbora no espeto". O vídeo faz parte da estratégia de Nikolas, apoiador da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), de ampliar a presença da direita no Nordeste, região tradicionalmente favorável ao PT.
Áudio derrubado e tela preta
O Diário do Poder afirma que aliados de Lula reagiram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que, como consequência, o áudio foi retirado da conta do deputado. Não há, até agora, decisão do TSE sobre esse vídeo nem explicação da Meta, dona do Instagram. O próprio Nikolas confirmou, em áudio a um grupo de apoiadores, que o vídeo aparece com tela preta ao ser compartilhado nos stories, e orientou: "deleta e compartilha de novo, que aí na segunda vez vai dar". Outro vídeo dele, com crianças criticando Lula, foi alvo de ordem de remoção do TSE no dia 13, mas é um caso diferente.
Um vídeo feito de gente comum, sem produção, que ganha esse alcance e perde o áudio no auge precisa de explicação pública. Se foi falha técnica, que a Meta prove. Se foi decisão de moderação ou de tribunal, o eleitor merece saber quem decidiu e com base em quê.
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Fontes: Diário do Poder — ver reportagem original
Advogado, jornalista independente e comentarista político. Saiba mais · YouTube


