Zelensky acusa Trump de ajudar a Rússia ao suspender sanções
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou neste sábado (17) a decisão do presidente americano, Donald Trump, de suspender sanções e tarifas contra a Rússia previstas na chamada Lei Graham. Em publicação na rede social X, Zelensky disse que a medida "ajuda apenas os russos".

O que Trump decidiu
Na noite de sexta-feira (16), Trump assinou um decreto que concede isenção de sanções e tarifas americanas ligadas à Rússia. A Lei Lindsey O. Graham de Sanções à Rússia e ao Irã de 2026 foi sancionada pelo próprio Trump em setembro.
O texto previa tarifas de até 100% sobre mercadorias de países entre os cinco maiores compradores de petróleo ou gás russos. As penalidades deveriam entrar em vigor na semana que vem. A lei permite ao presidente suspender as medidas quando considerar que sua aplicação contraria o interesse nacional, com comunicação ao Congresso. No decreto, Trump afirmou ter certificado ao Congresso que a isenção atende ao interesse nacional dos EUA.
Segundo a Reuters, a isenção vale até que Trump ou seus principais assessores considerem "outras medidas" apropriadas.
O que disse Zelensky
Zelensky afirmou que a decisão ajuda apenas os russos e que ela alimenta a satisfação de Vladimir Putin. Ele também disse que a guerra não terminará com essa medida.
O presidente ucraniano afirmou ainda que, na sexta-feira, a Rússia atingiu mais de 15 instalações ucranianas de geração e transmissão de energia, e que Moscou se prepara para intensificar ataques no oeste da Ucrânia.
Reações
Do lado russo, o enviado para investimentos, Kirill Dmitriev, classificou a isenção como "um momento verdadeiramente histórico" e disse que as penalidades poderiam ter interrompido a cooperação econômica entre Rússia e Estados Unidos. O deputado democrata Don Beyer acusou Trump de ceder a Putin.
China e Índia, grandes compradores de petróleo russo, haviam manifestado preocupação com o projeto de sanções. Analistas citados pela Reuters avaliam que as novas medidas poderiam elevar os preços do petróleo às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato nos EUA.
A Casa Branca pesou preço de combustível e eleição, e é um critério legítimo para quem governa. Mas o recado para Kiev é de que a pressão americana sobre Moscou depende do humor de Washington, e isso enfraquece quem está sob bombardeio.
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Fontes: Revista Oeste, com informações da Reuters/CNN Brasil — ver reportagem original
Advogado, jornalista independente e comentarista político. Saiba mais · YouTube


