PL lança Rogério Marinho para tomar o comando do Senado
O PL oficializou nesta quarta-feira (4), em Brasília, a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado. O lançamento foi feito em coletiva na sede nacional do partido, e a eleição para o comando da Casa está marcada para 1º de fevereiro de 2027.

Marinho, que coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro ao Planalto, vai enfrentar o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que busca a reeleição e deve contar com o apoio do governo Lula (PT).
A pauta da direita no Senado
Segundo o site de Claudio Dantas, Marinho disse que pretende destravar propostas da direita que estão paradas, como o projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Ele também citou a possibilidade de discutir os pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. O senador afirmou, porém, que a gestão não se limitaria a isso e teria como princípio o cumprimento da Constituição.
Marinho criticou a distribuição de cargos nas comissões depois da eleição de 2023, quando o PL ficou fora do grupo vencedor. "Se ganharmos, vamos tratar de forma diferente", disse. Ele também acusou Alcolumbre de usar verbas e vantagens para conquistar apoio à reeleição.
O candidato do PL defendeu ainda o voto aberto na eleição para a presidência do Senado. De acordo com O Antagonista, Marinho considerou a medida "extremamente recomendável", mas disse que ainda é preciso avaliar como implementá-la. Para ele, o eleitor precisa saber como seu representante vota, para evitar o que chamou de "estelionato eleitoral". O senador lembrou que a centro-direita elegeu 34 das 54 cadeiras em disputa nas eleições de 2026.
A conta dos votos
Para vencer, Marinho precisa de 41 dos 81 votos. O PL terá a maior bancada do Senado a partir de 2027, com 29 senadores, mas isso não garante que todos votem nele. Segundo Claudio Dantas, Alcolumbre já recebeu manifestações de apoio de MDB, PSD, PT, União Brasil e PP.
Há ainda outra candidatura no campo da direita: a senadora Tereza Cristina (PP-MS) também pretende disputar a presidência da Casa. Marinho disse que os dois conversaram na manhã desta quarta. "Eu e Tereza temos um acordo entre nós: não seremos candidatos um contra o outro", afirmou. Segundo o Poder360, ele disse que a senadora "tem toda legitimidade para ser candidata" e que, "no momento oportuno", os dois devem convergir para um nome único da oposição. Tereza Cristina não participou do lançamento.
Quem estava no lançamento
O evento reuniu o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, os senadores Magno Malta (PL-ES), Marcos Pontes (PL-SP) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS), e os senadores eleitos Carlos Bolsonaro (PL-SC), Guilherme Derrite (PP-SP) e Deltan Dallagnol (Novo-PR). Também estavam os deputados Alfredo Gaspar (PL-AL), Carol de Toni (PL-SC) e Bia Kicis (PL-DF).
Marinho ficou com a voz embargada ao falar de Jair Bolsonaro e de Flávio Bolsonaro. Encerrou a fala com um recado aos aliados: "nós não podemos desistir do Brasil".
A eleição de fevereiro é a mais importante da nova legislatura, porque o presidente do Senado decide o que anda e o que fica na gaveta, da anistia aos pedidos de impeachment de ministros do STF. Com a maior bancada da Casa, a direita tem a chance de deixar de ser figurante. Mas a conta só fecha se a oposição chegar unida, sem dividir votos entre Marinho e Tereza Cristina.
Marinho consegue virar esse jogo?
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Fontes: Claudio Dantas, com Poder360 e O Antagonista — ver reportagem original
Advogado, jornalista independente e comentarista político. Saiba mais · YouTube


